quinta-feira, 29 de março de 2012

Maíra Viana, pessoa que inspira e respira palavras...

http://www.mairaviana.com.br/literatura.php

"Abaixo, segue um trecho da entrevista de José Castello – biógrafo e escritor, nessa época trabalhando no jornal "O Globo" – a Clarice Lispector, em 1976:
J.C.: - Por que você escreve?
C.L.: - Vou lhe responder com outra pergunta: porque você bebe água?
J.C.: - Por que bebo água? Porque tenho sede!
C.L.: - Quer dizer que você bebe água para não morrer. Pois eu também: escrevo para me manter viva."



Agradecimentos a talentosa escritora e incentivadora Maíra Viana, pessoa que inspira e respira palavras...

Obrigada!!!

domingo, 25 de março de 2012

O despertar da noite...


No quarto um “click”.

Num segundo, o “TOC”.

Hoje é o primeiro dia.

A noite mais longa.

Meus ouvidos estão a flor da pele.

Ouço ruídos que saem das paredes.

Os olhos, estatelados.

Procuram aquilo que não vejo.

E o que pulsa no peito, agora bombardeia,

e me afogo em minha respiração.

É o despertar da noite que nunca amanhece.

O ontem não é mais hoje e nem será amanhã...





Durante toda a minha vida, até aquele dia, ao abrir a porta, eu me deparava com a casa de frente a minha.

Numa manhã, como se eu estivesse ausente por um tempo, o que vejo, no lugar da antiga habitação, um hotel em construção.

No lugar das paredes brancas, do sobrado de dois andares, paredes rosas e três andares a mais.  Quando perguntei a um operário que trabalhava na obra, me respondeu:

- Você não soube? A família vendeu para um empreendedor hoteleiro.

E o que era sóbrio, intacto, não estava mais lá e nunca mais estaria...



O tempo voa...Temos que aproveitar o máximo: não deixar escapar os bons momentos e nem deixar de recordar as boas lembranças...

terça-feira, 6 de março de 2012

O avião desgovernado



Foi trágico ver aquele avião desgovernado tentar fazer um pouso de emergência no grande pátio da fábrica de gelo. Movimentava-se feito um inseto. De repente, o piloto herói sai de dentro da cabine, se dirige para a parte de cima e de ponta cabeça tenta salvar a aeronave e as pessoas que nela estavam. Ufa! E não é que ele conseguiu?! Arriscou sua própria vida, se esborrachou no chão, mas não morreu. Espera! O piloto sou eu??? Trrriiiiiim!!!  O despertador toca!

Ele insiste em enfrentar batalhas sem fim contra mim. Por um lado, tenho ânsia de desacelerar os ponteiros para ter mais chance de seguir e correr; na busca insaciável do sucesso, que insiste em parecer inalcançável ou recuperar o que se perdeu.

No sentido anti horário, hoje olho no espelho e me vejo como ontem, e antes de ontem. Ainda posso ver desenhos nas nuvens feitas de algodão...

Rapidamente, pois não há mais tempo a perder, finalizo meus pensamentos citando entrelinhas o nome de um filme dos anos 80, para concluir que, embora eu não seja tão jovem, ainda sou jovem demais para morrer.

Amizade, Uma Ode ao Amor! Ou quase...


“A amizade é o amor que nunca morre”
Mario Quintana

Ela parecia uma boneca,
cabelos cacheados, ruivo queimado de sol,
sardas e nariz de batata.
Tagarelava como a boneca de pano.
Diferente da Emilia que engoliu uma pílula,
achei que ela tivesse bebido,
ou teria usado algum tipo de alucinógeno?
Em plena luz do meio-dia,
ela desembestou a falar sobre a Lua.

De apelidos, ela não gostava,
especialmente o dela.
Por outro lado, naquele tempo,
seu nome não lhe agradava aos ouvidos.
Preferia cortar as letras,
E a ela, chamávamos,
Glau

A amizade,
uma virtude,
A virtude,
Persistência
Cinco minutos
de paciência
Era esse o tempo
para falar
do meu desamor!

Uma lição,
O desapego,
A dor,
Transformada em saudade,
Do abrigo, do ventre
Que se foi.

O passado,
Ontem.
O presente,
Nem sempre fisicamente.
O futuro,
Encontraremos em breve.

Nem tão longe
Nem tão perto
Saudades

Uma homenagem