quarta-feira, 25 de abril de 2012



Vi este video do grupo Begin em sua passagem no Brasil e me emocionei muito.
É a demonstração dos mais elevados e nobres sentimentos: o respeito e gratidão aos idosos. A família reunida numa grande mesa, bastante "okazu" e ouvindo a canção Tinsaguno Hana, que o vocalista canta ao pé do ouvido da Obassan de mais de 100 anos de idade, lembrei-me com saudades do meu Odi e Oba. Lembranças são tesouros intransferíveis e só quem as viveu as possuem...

quinta-feira, 29 de março de 2012

Maíra Viana, pessoa que inspira e respira palavras...

http://www.mairaviana.com.br/literatura.php

"Abaixo, segue um trecho da entrevista de José Castello – biógrafo e escritor, nessa época trabalhando no jornal "O Globo" – a Clarice Lispector, em 1976:
J.C.: - Por que você escreve?
C.L.: - Vou lhe responder com outra pergunta: porque você bebe água?
J.C.: - Por que bebo água? Porque tenho sede!
C.L.: - Quer dizer que você bebe água para não morrer. Pois eu também: escrevo para me manter viva."



Agradecimentos a talentosa escritora e incentivadora Maíra Viana, pessoa que inspira e respira palavras...

Obrigada!!!

domingo, 25 de março de 2012

O despertar da noite...


No quarto um “click”.

Num segundo, o “TOC”.

Hoje é o primeiro dia.

A noite mais longa.

Meus ouvidos estão a flor da pele.

Ouço ruídos que saem das paredes.

Os olhos, estatelados.

Procuram aquilo que não vejo.

E o que pulsa no peito, agora bombardeia,

e me afogo em minha respiração.

É o despertar da noite que nunca amanhece.

O ontem não é mais hoje e nem será amanhã...





Durante toda a minha vida, até aquele dia, ao abrir a porta, eu me deparava com a casa de frente a minha.

Numa manhã, como se eu estivesse ausente por um tempo, o que vejo, no lugar da antiga habitação, um hotel em construção.

No lugar das paredes brancas, do sobrado de dois andares, paredes rosas e três andares a mais.  Quando perguntei a um operário que trabalhava na obra, me respondeu:

- Você não soube? A família vendeu para um empreendedor hoteleiro.

E o que era sóbrio, intacto, não estava mais lá e nunca mais estaria...



O tempo voa...Temos que aproveitar o máximo: não deixar escapar os bons momentos e nem deixar de recordar as boas lembranças...

terça-feira, 6 de março de 2012

O avião desgovernado



Foi trágico ver aquele avião desgovernado tentar fazer um pouso de emergência no grande pátio da fábrica de gelo. Movimentava-se feito um inseto. De repente, o piloto herói sai de dentro da cabine, se dirige para a parte de cima e de ponta cabeça tenta salvar a aeronave e as pessoas que nela estavam. Ufa! E não é que ele conseguiu?! Arriscou sua própria vida, se esborrachou no chão, mas não morreu. Espera! O piloto sou eu??? Trrriiiiiim!!!  O despertador toca!

Ele insiste em enfrentar batalhas sem fim contra mim. Por um lado, tenho ânsia de desacelerar os ponteiros para ter mais chance de seguir e correr; na busca insaciável do sucesso, que insiste em parecer inalcançável ou recuperar o que se perdeu.

No sentido anti horário, hoje olho no espelho e me vejo como ontem, e antes de ontem. Ainda posso ver desenhos nas nuvens feitas de algodão...

Rapidamente, pois não há mais tempo a perder, finalizo meus pensamentos citando entrelinhas o nome de um filme dos anos 80, para concluir que, embora eu não seja tão jovem, ainda sou jovem demais para morrer.