terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sem Lucia, nem João...


  Assisti recentemente o DVD do seriado global, “Anos Rebeldes” de Gilberto Braga, exibido nos anos 90. Jovens estudantes (sem metáforas), jornalistas, intelectuais e artistas lutavam por um Brasil democrático contra a ditadura militar e melhor para todos.
Um jovem de 16 anos morre baleado em meio à luta pelos seus ideais. Há uma comoção e o Rio de Janeiro para no dia do se enterro.
Dois jovens, que se conhecem na idade colegial se apaixonam. Maria Lucia e João Alfredo. João era um idealista. Lucia individualista e “alienada”.
Hoje é possível, que morram mais que dezesseis jovens de poucos anos por dia, no Rio de Janeiro e em todos os cantos do Brasil e a noticia é publicada no “Caderno Cotidiano” dos jornais.
Infelizmente, hoje existem jovens bem piores que Maria Lucia.
E dificilmente veremos um jovem discursar numa formatura como João Alfredo:
“Prometemos não usar nosso diploma
Como passaporte para o mundo dos privilegiados.
Pensar primeiro no sofrimento dos outros,
E depois no nosso conforto.
Neste momento que estamos deixando o colégio,
Nós todos aqui, juntos,
Juramos continuar estudantes,
Na sinceridade,
Na entrega,
No espírito,
E no coração.
Estudantes pelo resto da vida!”

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Se eu tivesse ao menos meus vinte e poucos anos de volta, abriria mão de coisas que só o dinheiro paga e substituitia por tudo o que ele não pode pagar...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

"..."

 
Enquanto dedilho posts, mensagens, e-mails e tals, percebo que substituo "," por "..."...(olha elas aí!) sinto que surge uma nova gramatica: a das possibilidades sem "."

terça-feira, 10 de julho de 2012

Lindamente!




Vou escrever sobre um fato ocorrido hoje com personagens e tempo diferentes, o que altera totalmente o cenário da história. Decidi redigir em ordem cronológica inversa, pois desejo terminar este texto lindamente.

A tecnologia nos oferece vantagens que antes, víamos somente na rotina de Os Jetsons *. Por exemplo, a internet nos permite navegar a qualquer lugar do mundo. Há vários tipos, modelos, tamanho, cores de computadores, notebooks, netbooks, tablets, etc; à gosto do freguês. E mais, temos praticamente a tecnologia de todos eles na palma da mão. Brinco com uma amiga que tem um desses aí, que o dela faz até frango assado de padaria. Pois, é justamente o aparelho telefônico móvel, um dos objetos motivadores deste desabafo.

Voltando para casa depois de quase doze horas de trabalho, estava eu sentada no banco do ônibus.  Como é de costume, coloquei os fones em meus ouvidos, conectei no celular, para ouvir minhas músicas preferidas; é assim que gosto de viajar.  Prefiro imaginar que não estou ali. Mas um casal de adolescentes exageradamente apaixonados me trouxe de volta a realidade. Ambos ao meu lado faziam questão de seguir a viagem, abraçados, dividindo o fone do celular, me cutucando para equilibrarem-se e continuarem em pé. Parecia que escutavam alguma coisa do tipo stand up. Não tenho nada contra esse tipo de humor, acho até divertido, inteligente, crítico; exceto aqueles que ridicularizam as pessoas e que as expõem em situações de humilhações. Mas daí, além de compartilhar entre si, rir e falar alto, incomodar os demais passageiros é um jeito péssimo de retornar para casa!

Algo semelhante aconteceu no começo da manhã. Esperei por quase quarenta minutos para conseguir pegar um ônibus, o que me fez chegar bastante atrasada no trabalho. E como já disse antes, estava eu novamente ouvindo minhas músicas, mas desta vez eu é quem estava em pé. No intervalo de uma seleção e outra, alguém ouvia música "no modo auto falante do celular”. Se não me engano era Luiz Gonzaga. Mas, como assim?  O som que costuma sair desses aparelhos é funk, eletrônica, pagode, rap, enfim, gostos que agradam seus proprietários, que geralmente são de adolescentes.  Não estou aqui para fazer crítica musical, mas fiquei intrigada com tal gosto, pois era peculiar entre os jovens.  Continuei a achar absurdo e comecei a procurar quem era o “sem noção”. Quando me deparei com um “adolescente” sentado no banco de idosos de aproximadamente 80 anos. Sobre o seu colo, a origem do som que ecoava o baião: um rádio de pilhas com antena e tudo! Agora que estou prestes a fechar minhas pálpebras, é a primeira imagem que vejo; e o som, que saiu daquele objeto tão antigo, ainda ressoa nos meus ouvidos lindamente!




* The Jetsons (em português Os Jetsons) foi uma série animada de TV produzida pela Hannah-Barbera, de 1962 a 1963. Essa série introduziu no imaginário da maioria das pessoas o que seria o futuro da Humanidade: carros voadores, cidades suspensas, trabalho automatizado, toda sorte de aparelhos eletrodomésticos e de entretenimento, robôs como criados, e tudo que dá para se imaginar do futuro. (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

"Eu nunca fui outra pessoa. Eu sou eu desde que eu nasci" - Jô Soares entrevista Oswaldo Montenegro 19/10/2011






"Eu nunca fui outra pessoa. Eu sou eu desde que eu nasci. E quantas coisas, eu me perguntava, a gente faz pra corresponder as expectativas de quem a gente ama? Talvez tudo. (...) Fui ser Sergio Antunes um sociólogo que morava em Vitória. (...) Psicanaliticamente foi a uma conclusão muito bacana:  que eu não queria fazer nada que eu já não tivesse feito e que eu era igualzinho a mim. "
(Oswaldo Montenegro)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Do início da minha vida, ao fim de suas existências (Uma singela homenagem)





Uma (e)terna lembrança
... Da essência, do início, da razão,
Da minha jornada.

Dois grandes seres humanos,
De Nobres Corações.
Que valorizavam a Família,
Filhos, Netos e Bisnetos.
E amavam todos eles,
Com honra e orgulho.

Fui próxima e presente, mais,
Do que muitas pessoas desejaram ser

Estive com eles
Do início da minha vida
Ao fim de suas existências.
Na esperança de reencontrá-los
Em breve.

Com todo o meu respeito e amor, dedico minhas palavras, à vocês, Odi e Oba
  

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Passos de Curupira

Amanheço com os pés na cabeceira da cama. Me visto do avesso. Tomo meu café e saio a vagar em passos de Curupira. O destino eu já sei de cor. Andar de costas para o mundo enjoa e dá vertigens. Uma tentativa desastrada de me sentir embriagada, perder a sanidade e esquecer o lugar que meus pés me levam. Tudo em vão. O ritual do vestiário: colocar o uniforme nos deixa parecidos com gente que não reconhecemos em nós! Pinta a cara, roda a catraca, bate o cartão de ponto e os mesmos minutos e horas se esvaem. É tempo de voltar para a casa. Lavo a cara e me visto do avesso, de novo. Rumo ao encontro de mim mesma. E esta inquietação de ser é como caminhar em uma corda suspensa no ar